quinta-feira, 3 de março de 2011

Técnicas de Guia

Por vezes, cegos necessitam de ajuda no exterior, por diversas razões, como desconhecimento do local, tem-se perdido, existirem obstáculos no caminho etc., por tanto é necessário sabermos como ajudar, tendo em conta as suas dificuldades. É com esse intuito que publicamos este post sobre as técnicas de guia, isto é, a pessoa portadora de deficiência visual dirigida por outra que consegue ver.
Existem, fundamentalmente, três: troca de lado, passagem estreita e subir e descer escadas, que passaremos a explicar. Em todas, o invisual deve segurar no braço do guia, pelo no cotovelo, ombro ou mesmo.

Troca de Lado


1.       Permitira à pessoa com deficiência visual mudar de lado por preferência pessoal, razões sociais ou por conforto e tranquilidade, quando enfrentar situações do meio ambiente.
2.       O guia ou a pessoa com deficiência fornece uma pista verbal para a mudança de lado.
3.       Com a mão livre, a pessoa segura, posicionando-se a um passo atrás dele.
4.       Solta a primeira-mão, ele rastreia as costas do guia até encontrar o braço do outro lado.
5.       Faz a troca de lado, retomando a posição básica.

Passagem Estreita


1.       Permitir a passagem, de forma cómoda, quando não é possível manter a posição básica, devido à falta de espaço para o guia e o acompanhante se posicionarem lado a lado.
2.       O guia dá uma pista verbal ou cinestésica da passagem estreita. A pessoa com deficiência visual também pode pressentir a necessidade de tomar a posição de passagem estreita antes do guia avisar.
3.       A pessoa estende o braço e se posiciona atrás do guia, formando coluna (fila) com o mesmo.
4.       Ao fim da passagem estreita, a pessoa reassume a posição básica. Dependendo da situação, a pessoa deve ficar ao lado do guia, formando fileira, e andar lateralmente.

Subir e Descer Escadas

Subida e descida de escadas

1.       Permitir à pessoa com deficiência visual e ao guia subir e descer escadas com segurança, eficiência e adequação.
2.       A posição adoptada para subir e descer é a básica. Nessa condição, a pessoa com deficiência visual sempre estará um degrau atrás do guia, o que favorecerá a interpretação das pistas cinestésicas quando sobe ou desce os degraus.
3.       Ao iniciar a subida ou descida de escadas, uma breve pausa do guia, em frente ao primeiro degrau, será suficiente para que a pessoa que o acompanha faça o deslize do pé para encontrar o degrau e se posicionar.
4.       Uma breve pausa do guia também deve funcionar como pista no final das subidas e descidas e em patamares.
5.       Se a escada possuir corrimão, a pessoa com deficiência visual deve ter preferência de uso.

Estas informações sobre as técnicas de guia foram-nos fornecidas pela Cristina Almeida, técnica de reabilitação da ACAPO.

1 comentário:

  1. Olá meninos, estava a pesquisar umas imagens na internet acerca das técnicas de guia usadas e cheguei ao vosso blogue, e ainda bem.
    Gostei bastante dos temas que abordam, principalmente do separador das celebridades, porque acho que é importante mostrar à sociedade, que pessoas com deficiência visual, conseguem vingar na vida, tornando-se verdadeiros exemplos de coragem e vitória.
    Eu faço parte de um grupo com mais 3 colegas e um dos temas que abordamos é a deficiência visual, pelo que vamos manter contacto com o vosso blogue, porque de facto é bastante interessante.
    Parabéns pelo vosso projecto,
    beijos, Igualdade na Diferença! :)

    ResponderEliminar