Decidimos criar esta página, a fim de mostrar que o facto de uma pessoa ter uma deficiência visual não é impeditivo para nada!
Possuir uma deficiência visual não é desculpa para não se realizar algo e com este separador queremos exibir isso mesmo. Pessoas comuns com cegueira enfrentaram as dificuldades e conseguiram sair vencedoras nas suas várias áreas, como a música, a literatura, o desporto etc.
Esta página vem ainda no âmbito de um dos objectivos a que nos propusemos, fazer crer que as pessoas com deficiência visual não devem ser postas de lado e vistas como “ineficazes”, mas iguais a qualquer um de nós. Simplesmente têm diariamente de ultrapassar mais adversidades que a maioria de nós.
Esperamos ainda que esta página sirva de inspiração a pessoas com deficiência visual, que seja vista como um motivo para não ver a cegueira como o fim, mas o princípio de algo novo.
Como diria Jorge Borges “Para a tarefa do artista, a cegueira não é totalmente negativa, já que pode ser um instrumento."
Stevie Wonder
Stevie Wonder (pseudónimo de Steveland Judkins Hardaway), nasceu em Saginaw, Michigan, a 13 de Maio de 1950, é compositor, cantor e activista de causas humanitárias e sociais.
Possui uma deficiência visual devido a complicações decorrentes de um tratamento médico-hospitalar (oxigenoterapia) realizado logo após ao seu nascimento. Dado ter nascido prematuramente, os vasos sanguíneos da parte frontal do seu cérebro ainda não se encontravam plenamente formados e o seu crescimento rápido levou ao deslocamento das retinas. A este problema dá-se o nome de retinopatia de prematuridade, tendo sido agravado pelo oxigénio bombeado pela incubadora.
Apesar dos seus problemas, com apenas onze anos de idade começou a gravar (sob o pseudónimo de Little Stevie Wonder) e rapidamente se tornou conhecido como um dos mais inovadores e influentes cantores/compositores do seu tempo. Foi também um dos mais bem sucedidos artistas da gravadora Tamla Records. Gravou mais de trinta sucessos e ganhou o maior número de Grammy Awards alcançado por um artista masculino: vinte e cinco prémios.
Fonte: Wikipedia
Ray Charles com Stevie Wonder – Living for the City
Ray Charles
Ray Charles Robinson nativo de Albany, EUA, nasceu a 23 de Setembro de 1930 e, infelizmente, pereceu na cidade de Los Angeles a 10 de Junho de 2004.
O cantor foi um dos pioneiros da música soul nos anos 50, fundido blues, country e gospel. Começou a perder a sua visão aos 5 anos de idade. Aos 7 anos perdeu totalmente a sua visão, aparentemente devido a glaucoma.
A infância do artista foi difícil, tendo o pai de Charles falecido quando este tinha apenas 10 anos, 5 anos depois sofreu a perda da sua mãe.
Embora a sua infância fosse conturbada, conseguiu ultrapassá-la, levando uma vida de sucesso. Ganhou vários prémios, como o Grammy Lifetime Achievement Award, recebeu o prémio National Medal Arts, Polar Music Prize.
Ray Charles é considerado um dos maiores génios da música negra americana pois conseguiu fundir uma grande quantidade de estilos musicais de maneira a que a sua música funcionasse.
Fonte: Wikipedia
Helen Keller
Helen, segurando a boneca, ao lado da professora, Anne Suliivan
Helen Keller, caracterizada por muitos por como “a primeira mulher de coragem no Mundo”, nasceu a 27 de Junho de 1880 e faleceu a 1 de Junho de 1968.
Era portadora de cegueira e surdez desde os 18 meses de idade. Apesar da sua incapacidade visual e auditiva foi uma célebre escritora, filósofa e conferencista, dedicando grande parte da sua vida a ajudar pessoas portadoras de deficiências.
A escritora foi diagnosticada com uma doença da época, febre cerebral, para explicar a sua perda de visão e audição, embora, hoje se associe a sua doença a escarlatina.
Quando Helen ainda não havia completado 7 anos de idade, Anne Sullivan foi habitar a casa dos Keller com objectivo de a ensinar a ler e falar. Anne fora cega na sua infância, mas devido a nove operações recuperou a visão. Desde a sua chegada, professora e aluna tornaram-se inseparáveis até à morte de Anne em 1935. Antes desta se mudar para a moradia dos Keller, Helen não falava nem sabia o significado das coisas.
A primeira palavra que soletrou, pelo método manual, foi “BONECA”, e assim aprendeu o significado do que a rodeava, tacteando os objectos e sentindo a textura dos materiais.
Keller aprendeu o alfabeto manual e de Braille. Em 1890 pediu à sua professora que a ensinasse a falar. Assim o fez, e aos 10 anos de idade, aprendeu a falar através da vibração das cordas vocais. As primeiras palavras que pronunciou foram “Eu não sou mais muda”.
Mais tarde, formou-se em filosofia. Anne sempre a encorajou nos seus cursos e na sua leitura. Os livros que não eram impressos em Braille eram soletrados pelas mãos da professora. Em 1902 Helen aventurou-se na literatura dando asas à sua autobiografia “A história da minha vida”.
Foi voluntária na American Foundation for the Blind até à sua morte.
Numa conferência numa faculdade na América um dos alunos perguntou:
- “O que é que você gostaria mais de ver, se Deus lhe desse visão por cinco minutos?”
Helen respondeu:
- “As flores, o pôr-do-sol e o rosto de uma criança.”
Alfabeto manual
Louis Braille
Louis Braille nasceu em Coupvray na França a 4 de Janeiro de 1809. Louis foi o inventor do sistema de leitura hoje utilizado destinado a pessoas com deficiência visual – Braille.
Aos três anos de idade feriu o olho esquerdo desencadeando uma infecção que se alastrou para o olho direito ficando totalmente cego. Ainda assim era um aluno brilhante e criativo aluno que se tornou num talentoso organista, tocava nas igrejas de todo o país.
Na criação do “Braille”, Louis baseou-se na invenção de Charles Barbier (antigo capitão do exército Francês) que consistia num sistema de leitura formado por 12 pontos e números com relevo que permitiam aos soldados franceses trocarem informação sem terem que falar. Porém, este código era demasiado complexo para Braille conseguir aprender e mais tarde Louis modificou o sistema para apenas 6 pontos para que o sistema se tornasse mais fácil e eficaz.
Com o tempo este sistema começou a tornar-se mais popular e foi finalmente oficialmente aceite em 1854, dois anos após a sua morte a 6 de Janeiro de 1852.
Fonte: Wikipedia
John Milton
John Milton em Retrato John Milton na capa do seu livro Paradise Lost
John Milton é um ilustre poeta inglês, do século XVII, que nasceu a 9 Dezembro 1608 e faleceu a 8 Novembro 1674. Este poeta escreveu num momento bastante revoltoso, em termos políticos e religiosos, em Inglaterra. A sua poesia e prosa reflectem as respostas às questões contemporâneas. Além de produzir em inglês, redigiu textos em latim e italiano, e tinha uma reputação internacional durante a vida. É bastante conhecido particularmente pela edição do livro Paradise Lost , uma das maiores obras escritas em inglês.
Paradise Lost é uma obra escrita em verso branco e marca o fim da vida de Milton. Foi publicada em 1667 numa estrutura de dez livros. A certa altura de escrita da obra, Milton fica cego e por isso o seu trabalho foi dificultado. Ele compunha na sua cabeça os versos à noite e durante a manhã ditava-os, a partir da memória, para que os escrevessem.
A obra trata da história cristã da queda do Homem, como a tentação de Adão e Eva, o anjo caído, Satanás e a sua expulsão do jardim de Éden. A finalidade de Milton em Paradise Lost é “justificar ao caminhos de Deus aos Homens” e o confronto entre as decisões de Deus e do livre-arbítrio do Homem. Embora seja relativo à queda do Homem, a personagem Satanás aparece como herói com alguma frequência, o que visa a questionar o poder da igreja (tema comum no Renascimento Inglês).
Apesar da sua incapacidade visual, John Milton é muito respeitado por muitos outros escritores, nomeadamente no que toca à obra Paradise Lost:"Um poema que, tomados em relação ao design pode reivindicar o primeiro lugar, e com respeito ao desempenho, o segundo, entre as produções da mente humana " Samuel Johnson. Quanto a John Milton William Hayley afirma-o como "o maior autor Inglês" e "como um dos escritores mais proeminentes no idioma Inglês e, como um pensador de importância mundial." E Dryden, acerca de John, diz: "Este homem corta-nos todos para fora, e os antigos também."
Para terminar uma única frase diz todo o empenho de John Milton para terminar a sua obra:
“Rather than be less, Car’d not be at all.” Paradise Lost. Book ii. Line 47.
Fonte: Wikipedia
Jorge Luís Borges
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| Jorge Luís Borges |
Jorge Francisco Isidoro Luís Borges Acevedo foi um escritor, poeta, critico literário e ensaísta. Nasceu em Buenos Aires, Argentina, a 24 de Agosto de 1899 e faleceu em Genebra a 14 de Junho de 1986. Começou a publicar poemas e ensaios em revistas literárias em 1921.
A partir dos seus trinta anos adoece dos olhos, o que dificultou a sua escrita, por isso, Jorge Borges começou uma nova carreira como conferencista público. Foi submetido a sucessivas operações de cataratas e no final dos 50 anos, já havia perdido a sua visão por completo. Tempos depois, referia-se à sua cegueira como “um lento crepúsculo que já dura mais de meio século”.
Em 1955 foi nomeado director da Biblioteca Nacional da Republica Argentina e professor na Universidade de Buenos Aires. Recebeu o seu primeiro prémio internacional, o Prix Formentor.
As suas obras mais famosas, Ficciones e O Aleph são colectâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns, como o sonho, labirintos, bibliotecas, religião e Deus, entre outros. A progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação.
Na Véspera de Natal de 1938 Borges sofreu um ferimento à cabeça. Durante o tratamento quase morreu de septicemia. Durante a recuperação Borges começara a escrever com um novo estilo de escrita pelo qual o ficaria famoso.
Fonte: Wikipedia








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