sexta-feira, 4 de março de 2011

Desenvolvimentos para Cura da Cegueira

Em resposta a um comentário que nos perguntava sobre curas para a cegueira, decidimos criar um artigo sobre alguns desenvolvimentos a esse respeito. Este resulta de algumas pesquisas que fizemos sobre desenvolvimentos a nível tecnológico e médico, porém nós apenas podemos informar e aconselhamos vivamente a consulta de um médico especializado, pois saberá melhor que ninguém o tratamento que se deve efectuar e se o mesmo é possível.
A utilização de cada procedimento depende, de múltiplas razões, como a causa que originou a cegueira e é possível que ainda sejam necessários alguns anos de aperfeiçoamento até que a sua utilização se generalize.
Assim, eis alguns exemplos de terapias que encontramos:

Lente de contacto cura a cegueira

As células-tronco são a grande esperança da medicina - sua capacidade de regenerar qualquer tecido do corpo promete curas incríveis. E elas acabam de operar seu primeiro milagre: fazer os cegos voltar a ver. Cientistas australianos desenvolveram uma lente de contacto especial, que é revestida de células-tronco e consegue recuperar a visão de pessoas com problemas na córnea (a camada mais externa do olho), renitite pigmentosa, que faz com que as células da córnea morram prematuramente. A doença danifica os fotorreceptores, as células da retina que transformam a luz em sinais eléctricos, que são transmitidos ao cérebro por meio do nervo óptico. Esses danos deixam milhões de pessoas no mundo inteiro com perdas visuais e cegueira.
 Alguns dias depois da lente ser colocada, as células-tronco começam a migrar para o olho, onde substituem as células da córnea e fazem a pessoa recuperar a visão.
O procedimento foi testado em 3 pacientes com deficiência visual, que estavam na fila para receber transplantes de córnea. E os resultados foram incríveis. Dois dos pacientes tornaram-se capazes de ler, e o terceiro pôde até voltar a conduzir. Como as células-tronco são retiradas do olho do próprio paciente, não há risco de rejeição - 18 meses após o tratamento, houve qualquer complicação.
Ainda se encontra em fase de teste, mas a sua simplicidade de aplicação traz esperanças para a sua aplicação a muitos hospitais.


Pigmentos de Espinafres

                Cientistas do Oak Ridge National Laboratories, no Tennessee, Estados Unidos, desenvolveram uma técnica para retirar do espinafre alguns pigmentos que absorvem luz, para em seguida colocá-los nas células nervosas da retina.
As experiências iniciais comprovam que o pigmento fotossensível do espinafre faz com que as células nervosas voltem a reagir na presença de luz.
Esse pode ser um caminho para doenças degenerativas da retina, como a Retinose Pigmentar e a degeneração da mácula (perda de visão no centro do campo), que estão entre as causas mais comuns de cegueira no mundo.
Entretanto, algumas ressalvas devem ser feitas. Ainda que o implante resulte, não é possível saber por quanto tempo irão durar, nem danificam as células nervosas. Além disso, a qualidade da visão também pode ser que não fique boa. Os pacientes podem acabar desenvolvendo uma visão parcial ou daltónica.
Contudo, os pesquisadores consideram que o procedimento fornece uma via mais fácil do que os implantes electrónicos.
Estudos anteriores comprovam que é possível restaurar a visão com o estímulo eléctricos das células nervosas, só não se sabe como fazer isso, se com pigmentos do espinafre ou com aparelhos de última geração.

Mais informações:

Fármaco



Um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra identificou mecanismos de morte celular que desenvolvem a retinopatia diabética, doença que é a principal causa de cegueira a nível mundial na população adulta. A descoberta abre caminho ao desenvolvimento de um novo fármaco para impedir os problemas de visão causados pela diabetes, e travar esta doença neurodegenerativa antes de se revelar, revelou à Lusa o coordenador da investigação, Paulo Santos.
"Esta descoberta representa um novo paradigma para esta área da medicina porque, até aqui, era assente que os danos na visão provocados pela diabetes se deviam única e exclusivamente a alterações vasculares no vaso da retina", refere uma nota de imprensa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
A investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, prova que o fenómeno da morte de neurónios e consequentes problemas de visão provocados pela diabetes é muito anterior às alterações nos vasos da retina, acrescenta. "A doença perturba o funcionamento do ATP (a molécula que fornece energia e que funciona como neurotransmissor), o que gera a libertação de uma substância nociva responsável pela morte dos neurónios", explicou Paulo Santos, docente do Departamento de Zoologia da FCTUC.
Ao descobrir e identificar os mecanismos "é agora possível desenvolver uma molécula capaz de bloquear a libertação dessa substância responsável pela morte das células, ou, em caso de libertação, anular a sua acção, sendo possível evitar ou retardar a perda das capacidades visuais dos diabéticos". A metodologia aplicada na investigação, desenvolvida ao longo dos últimos três anos, envolveu testes in vivo (em modelos animais) e in vitro. Os investigadores induziram a diabetes, isolaram a retina e estudaram todo o complexo processo até à morte dos neurónios.
"Esta pode ser uma das vias a utilizar para travar a propagação da doença. É uma porta que se abre", referiu o investigador à agência Lusa, salientando que se trata de uma patologia que é a principal causa de cegueira na população adulta mundial, e muito incapacitante mesmo que não chegue ao nível extremo. Em Portugal há cerca de 500 mil diabéticos, e a maioria deles desenvolvem a retinopatia diabética.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 3 de março de 2011

Técnicas de Guia

Por vezes, cegos necessitam de ajuda no exterior, por diversas razões, como desconhecimento do local, tem-se perdido, existirem obstáculos no caminho etc., por tanto é necessário sabermos como ajudar, tendo em conta as suas dificuldades. É com esse intuito que publicamos este post sobre as técnicas de guia, isto é, a pessoa portadora de deficiência visual dirigida por outra que consegue ver.
Existem, fundamentalmente, três: troca de lado, passagem estreita e subir e descer escadas, que passaremos a explicar. Em todas, o invisual deve segurar no braço do guia, pelo no cotovelo, ombro ou mesmo.

Troca de Lado


1.       Permitira à pessoa com deficiência visual mudar de lado por preferência pessoal, razões sociais ou por conforto e tranquilidade, quando enfrentar situações do meio ambiente.
2.       O guia ou a pessoa com deficiência fornece uma pista verbal para a mudança de lado.
3.       Com a mão livre, a pessoa segura, posicionando-se a um passo atrás dele.
4.       Solta a primeira-mão, ele rastreia as costas do guia até encontrar o braço do outro lado.
5.       Faz a troca de lado, retomando a posição básica.

Passagem Estreita


1.       Permitir a passagem, de forma cómoda, quando não é possível manter a posição básica, devido à falta de espaço para o guia e o acompanhante se posicionarem lado a lado.
2.       O guia dá uma pista verbal ou cinestésica da passagem estreita. A pessoa com deficiência visual também pode pressentir a necessidade de tomar a posição de passagem estreita antes do guia avisar.
3.       A pessoa estende o braço e se posiciona atrás do guia, formando coluna (fila) com o mesmo.
4.       Ao fim da passagem estreita, a pessoa reassume a posição básica. Dependendo da situação, a pessoa deve ficar ao lado do guia, formando fileira, e andar lateralmente.

Subir e Descer Escadas

Subida e descida de escadas

1.       Permitir à pessoa com deficiência visual e ao guia subir e descer escadas com segurança, eficiência e adequação.
2.       A posição adoptada para subir e descer é a básica. Nessa condição, a pessoa com deficiência visual sempre estará um degrau atrás do guia, o que favorecerá a interpretação das pistas cinestésicas quando sobe ou desce os degraus.
3.       Ao iniciar a subida ou descida de escadas, uma breve pausa do guia, em frente ao primeiro degrau, será suficiente para que a pessoa que o acompanha faça o deslize do pé para encontrar o degrau e se posicionar.
4.       Uma breve pausa do guia também deve funcionar como pista no final das subidas e descidas e em patamares.
5.       Se a escada possuir corrimão, a pessoa com deficiência visual deve ter preferência de uso.

Estas informações sobre as técnicas de guia foram-nos fornecidas pela Cristina Almeida, técnica de reabilitação da ACAPO.

Ecolocalização



Também chamado por biosonar, a eco localização é um sentido, uma capacidade biológica de detectar a posição dos objectos, assim como a sua distância, através da emissão de ondas ultra-sónicas, no ar ou na água, e da análise do tempo gasto para essas ondas serem emitidas, reflectirem no alvo e voltarem à fonte de emissão das ondas sobre a forma de eco.
Esta capacidade é muito utilizada por diversos mamíferos, como o golfinho, baleias e morcegos, em que é de importância crucial em condições onde a visão é insuficiente. No caso dos morcegos devido à noite e às águas escuras ou turvas para os golfinhos, para que possa ser feita de forma sucedida a captura de presas.
Neste caso, o de Ben Underwood, a eco localização foi um processo adquirido por ele próprio, isto devido a ter perdido a visão desde muito novo e, por isso, tendo conseguido desenvolver esta capacidade. Mas em condições normais, o ser humano, não possui esta capacidade. Ben foi uma das raras excepções.