quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A História dos Cães-Guia

O cão-guia é um tipo de cão de assistência, ensinado para guiar e ajudar nas tarefas domésticas  pessoas cegas ou com deficiência visual grave.
A história da relação entre um cão e uma pessoa cega surgiu ainda, no tempo dos Romanos, século I, presente numa gravura mural na cidade de Heculaneum.
Mas a primeira tentativa de treino de cães deu-se mais ou menos em 1780, no Hospital Quinze-Vingts em Paris.
Mais recentemente, durante a 1ª Guerra Mundial, um alemão, Dr. Starling, teve a brilhante ideia de treinar um grupo de cães para ajudar soldados que voltaram cegos, muito devido ao gás mostarda. Este médico estudou várias formas de tornar os cães guias seguros. Teve tanto sucesso que em Agosto de 1916, abriu a primeira escola em Oldenburg e de seguida, com a afluência, abriu filiais em Hamburgo, Essen, Dresden, etc, que treinavam 600 cães por ano. Estas escolas forneciam cães não só para ex-soldados, como também pessoas invisuais em vários países, Reino Unido, França, EUA, …
Esta parceria acabou, em 1926, mas apareceu em Potsdam, outra grande escola, tendo permanentemente 100 cães nas instalações, entregando 12 por mês.
Relativamente ao nosso país, somente em 1996 foi criada a primeira escola, sendo o único da EU sem esta técnica de apoio aos cegos. Desde 1999, foram já entregues 49, porém a lista ultrapassa as 60 pessoas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cientistas desenvolvem chip para ajudar a combater a cegueira


Está a ser desenvolvido, em Berlim, por cientistas alemães, um implante ocular que permite aos indivíduos com deficiência visual, portadores da doença Retinitis pigmentosa, reconhecer e identificar objectos, formas, e alguns tons de cinzento.
Este objecto é um pequeno dispositivo ocular, com apenas 3 milímetros quadrados e um décimo de milímetro de espessura, que contém 1500 microscópicos sensores de luz ligados a amplificadores e eléctrodos. É implementado por baixo da retina de forma a substituir os receptores de luz perdidos devido à doença. Depois de detectar a luz, o implante usa o processador natural de luz do olho para estabelecer uma imagem visual estável.
Este dispositivo foi testado em 11 pessoas, embora apenas 3 terem sido bem sucedidas. Estas foram capazes de localizar objectos brilhantes sobre uma mesa escura, e dois foram capazes de diferenciar padrões de xadrez. Um dos pacientes foi ainda capaz de descrever correctamente objectos como um garfo ou uma faca sobre uma mesa, padrões geométricos, frutas e ainda distinguir sete tons de cinzento.
A qualidade de milhares de vidas humanas poderá ser melhorada devido a este dispositivo ocular se este for desenvolvido e comercializado em larga escala. Porém, esta é ainda uma tecnologia em fase de desenvolvimento inicial, que necessitará de ser aperfeiçoada de modo a ter o efeito desejado. Este pode ainda tornar-se comum a outras causas de cegueira.


                                       http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=879091

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

HOJE È O DIA MUNDIAL DA BENGALA BRANCA!


Hoje, dia 15 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial da Bengala Branca, que foi estabelecido pela Federação Internacional de Cegos. Desde 1970 que se comemora a independência das pessoas portadoras de deficiência visual e a sua integração na sociedade.
A Bengala Branca é um acessório que faz parte da vida de muitos cegos, é um objecto que tanto serve de auxiliar para a sua orientação como para apoio. Esta é branca com uma faixa vermelha na parte inferior para que se distinguisse das outras bengalas, e para que o cego pudesse ser visto a tempo. A sua utilização permite ao indivíduo com cegueira movimentar-se livremente pelas ruas, pois durante a marcha este utiliza-a inclinada para baixo, à frente do seu corpo, com o objectivo de tactear o chão, movimentando-a como um pendulo, para a esquerda e para a direita, permitindo assim dar o próximo passo com segurança.
A Bengala Branca é utilizada pelas pessoas portadoras de deficiênciqa visual, sendo assim um símbolo da cegueira, esta permite-lhes deslocarem-se num mundo não adaptado à sua invisualidade, tornando-os independentes como qualquer outra pessoa, sendo também um símbolo de igualdade. Converteu-se num símbolo de independência, liberdade, igualdade e confiança.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A origem

O tema do nosso trabalho surgiu num acaso. Estávamos a ver um episódio da série americana “House MD”, em que um rapaz possuía uma deficiência auditiva e estava a habituado a viver com esta, não querendo nenhum tratamento para a sua resolução. De repente, House, personagem principal, médico controverso, espantado com a decisão do doente pergunta se o mesmo também queria ficar cego.
Num acesso de curiosidade, interrogámo-nos como seria que os cegos sonhavam, pois, os nossos sonhos partem, regra geral, da realidade que vemos e aqueles, não possuindo visão, não teriam esta percepção. A partir daí, entramos numa tempestade de teorias sem confirmação suficiente ou resposta definitiva.
Não vendo por satisfeita a curiosidade, decidimos abordar este tema na disciplina que iríamos ter no próximo ano, Área de Projecto, e expandi-lo, de forma a falar sobre a cegueira em geral, tendo escolhido como tema para o nosso projecto o seguinte título: “Cegos e a sua Visão do Mundo”.
Deste modo, com o nosso trabalho, pretendemos tentar explicar a cegueira, os seus vários tipos e as suas causas, enumerar alguns dos tratamentos ou curas que possam, eventualmente, existir, mostrar diversos sistemas de apoio e ferramentas usados para ajudar ou tentar minimizar os “custos” deste problema para as pessoas que vivem a sua invisualidade.